Leio muito, mas para o meu perfeccionismo literário deveria ler mais. Talvez devesse apreciar mais os clássicos, além de ler mais os jurídicos. Mas no geral, estou acima da média.
Sou bem informada, não gosto de televisão, mas a internet e algumas revistas me ajudam a estar inteirada das notícias mais relevantes.
Tenho um vocabulário vasto, sei jargões e termos técnicos de várias áreas, além de me aventurar esporadicamente nos vocábulos quase particulares dos poetas.
Sou criativa. Tenho ótimas idéias. Além de saber, em linhas gerais, dos estilos de escrita e de como desenvolver cada um deles.
Em suma, tenho a maior parte das características que um professor elenca como necessárias para um bom escritor.
Então por que #%&*@ (coloque aqui o palavrão que couber, eu não tenho muita prática nessa classe de palavras...) eu não consigo escrever direito?
Repentinamente um temporal de idéias, vem à minha mente, desenvolvo raciocínios complexos e quando vou começar a escrever aquela infinidade de palavras que se emaranhavam em minha cabeça elas se recusam a sair. Sei lá, como se tal qual um bebê, temessem deixar o recôndito uterino para dar início a sua existência no mundo.
Estou cheia disso, tal qual o bisturi para o cirurgião, as palavras são meu instrumento de trabalho. Como vou escrever minha monografia? Como vou convencer os examinadores da Ordem que eu não estava brincando nos meus anos de faculdade, e que eu aprendi como usar o infinito arsenal de leis que temos nesse país? E se eu conseguir convencê-los terei que convencer juízes, através do mesmo método, pelo resto da minha vida (pelo menos até eu me tornar um deles)?
E, além de tudo isso, como vou convencer você a continuar vir aqui ler o que eu escrevo?
Vou descobrir, vocês serão minhas cobaias... rsrsrs.
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